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Oliveira, Minas Gerais, Brazil
Economista, formado na Universidade Federal de São João Del-Rei - UFSJ

CPI DO CAPS

 02/03/2026


Depois de quase dois anos das denúncias feitas na tribuna da Câmara pela enfermeira Kátia Gonçalves dos Santos, referentes ao funcionamento do CAPS AD III “Joaquim Agrestes”, que apontavam supostas irregularidades na prestação de serviços de saúde mental e perseguição a servidores, a Comissão Processante concluiu que as denúncias foram inconclusivas.

Segundo o relatório final, foram identificadas apenas algumas irregularidades de cunho administrativo, consideradas insuficientes para comprovar perseguição a servidores ou a existência de falhas graves na prestação de serviços do CAPS durante a gestão 2021-2024. O requerimento que aprovou o relatório final foi aprovado em plenário por unanimidade, com encaminhamento ao Executivo Municipal, a fim de que sejam adotadas providências para atender às necessidades atuais da unidade.

Fizeram parte da Comissão Processante os vereadores Prico, Ronaldo, Siri, Kilin e Walquir Maravilha.




CARNAVAL


A realização do Carnaval em nossa cidade manteve sua essência e agradou à maioria dos participantes. No entanto, algumas sugestões são necessárias para aprimorar ainda mais o evento.

Uma delas é a instalação de um palco ou de uma sonorização alternativa nas proximidades da Escola Francisco Fernandes, local que concentra grande número de foliões. Outro ponto que precisa ser revisto é a inclusão dos eventos realizados pelo Oliveira Clube na programação oficial, incluindo o tradicional Batuque do Zé, que merece apoio institucional e espaço na agenda oficial do município.

Também não pode faltar o incentivo aos blocos locais, pois o que sustenta o Carnaval de Oliveira é o protagonismo dos oliveirenses, que fazem a festa acontecer.




FEMINICÍDIO


Os casos de feminicídio têm aumentado consideravelmente em todo o país. Em 2025, foram registradas, em média, quatro mortes por dia. Embora o crime seja considerado hediondo e existam medidas protetivas previstas em lei, a legislação não tem produzido o efeito desejado. muitas vezes em razão da ineficiência do Estado ou de brechas legais.

Um caso que evidencia essa realidade foi o da estudante de Psicologia Vanessa Lara, em Juatuba, ocorrido no mês passado. Ela foi assassinada por um indivíduo que já havia sido condenado a 38 anos de prisão por crimes graves, mas que, em dezembro, foi autorizado a cumprir pena em regime semiaberto.

Já passou da hora de se discutir uma revisão ampla do Código Penal, com o objetivo de reduzir brechas e reavaliar mecanismos que permitem o cumprimento parcial das penas em casos de extrema gravidade. Se o Brasil almeja ser um país sério e comprometido com a proteção da população, é fundamental que as decisões judiciais sejam efetivamente cumpridas.




LEI ANTIFACÇÃO


Foi aprovada pelo Congresso Nacional a chamada Lei Antifacção, que estabelece penas mais rigorosas no combate ao crime organizado. Trata-se de um avanço importante no enfrentamento das organizações criminosas.

No entanto, um dos dispositivos que previa a destinação de impostos arrecadados das empresas de apostas, as chamadas “bets”, ao Fundo Nacional de Segurança Pública foi rejeitado pela Câmara dos Deputados. Com isso, deixou-se de garantir uma fonte adicional de recursos para o fortalecimento dos órgãos de segurança.

Se por um lado houve avanço ao endurecer a legislação, por outro houve retrocesso ao não assegurar novos recursos para o financiamento da segurança pública. É preciso que o Congresso esteja cada vez mais atento às reais demandas da sociedade.




DESASTRES AMBIENTAIS


As fortes chuvas que vêm afetando a Zona da Mata mineira, especialmente municípios como Juiz de Fora e Ubá, provocando mortes e grande destruição, são consequência de diversos fatores. Entre eles, problemas históricos, como a ausência de políticas públicas adequadas de moradia e planejamento urbano.

Também não se pode ignorar os impactos das mudanças climáticas, que têm alterado padrões meteorológicos em várias partes do planeta, concentrando chuvas mais intensas em determinadas regiões.

Estudo divulgado em 2024 pelo Governo Federal apontou que 1.942 municípios brasileiros são suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terra, alagamentos, enxurradas e inundações, o que representa quase 35% do total de municípios do país. Oliveira é citada no relatório com risco de enxurradas e inundações.

Apesar do alerta, pouco se observa em termos de ações preventivas efetivas. O estudo é importante porque orienta políticas públicas, mas é indispensável que haja medidas concretas, envolvendo os três entes federativos, para reduzir riscos e evitar novas tragédias.