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Oliveira, Minas Gerais, Brazil
Economista, formado na Universidade Federal de São João Del-Rei - UFSJ

DISTANCIAMENTO POLÍTICO

03/02/2026


Na inauguração da creche do bairro São Sebastião, chamou a atenção o distanciamento entre o grupo político do prefeito Dr. Erik e o grupo político do deputado estadual Lucas Lasmar. A creche, que leva o nome da avó do parlamentar, não contou com a presença de familiares durante a solenidade e, na divulgação oficial da Prefeitura, o nome da homenageada sequer foi citado, limitando-se apenas à identificação na placa inaugural. Esse episódio evidencia o grau de divisão política no âmbito municipal, que parece incapaz de superar diferenças mesmo em atos institucionais.




CORRUPÇÃO


Os recentes escândalos envolvendo o Banco Master e os descontos indevidos em benefícios de aposentados do INSS demonstram como a corrupção segue presente em diversos setores da administração pública. E, neste caso, não se trata de partido A ou B. As evidências apontam para o envolvimento de diferentes correntes ideológicas, alcançando inclusive setores do Judiciário e denominações religiosas. Fica evidente a falta de interesse em aprofundar as investigações, possivelmente para preservar todos os envolvidos. No fim das contas, quem paga a conta é a sociedade brasileira. Exceção feita à Polícia Federal, que vem cumprindo seu papel institucional.




USINA DE RECICLAGEM


Foi publicado no Diário Oficial da União de 07/01/2026 o termo de compromisso firmado entre o Ministério das Cidades e a Prefeitura de Oliveira para a construção de uma usina de tratamento mecânico-biológico de resíduos sólidos. O valor total do empreendimento é de R$ 13.214.985,00, a ser liberado conforme a execução das obras, cujo prazo de conclusão é de 48 meses. Nesta fase inicial, está prevista a liberação de R$ 654.456,00. A contrapartida da Prefeitura será de R$ 629.285,00, podendo ser quitada também em bens e serviços. A usina será implantada às margens da BR-494 e, após concluída, poderá resolver de forma definitiva a destinação dos resíduos sólidos do município, por meio de um sistema integrado de gestão que combina triagem automatizada e processos de decomposição, como compostagem ou biodigestão.




TRUMP x MADURO


Não restam dúvidas de que o presidente da Venezuela deveria ser destituído, já que sua permanência no poder se deu por meio de atos antidemocráticos e sob fortes suspeitas de fraudes eleitorais. No entanto, a atuação do presidente norte-americano Donald Trump está longe de solucionar os problemas do país vizinho. Até o momento, não há qualquer sinalização concreta de novas eleições, permanecendo nos cargos de governo antigos aliados do ditador Nicolás Maduro. Isso leva à percepção de que Maduro pode ter sido utilizado como “bode expiatório”, atendendo mais a interesses econômicos dos Estados Unidos do que à restauração da democracia. Resta a dúvida se, de fato, a população venezuelana será beneficiada e se a democracia será plenamente restabelecida.




OS DONOS DO PODER


Enquanto parte da população brasileira se divide na defesa de suas posições políticas às vésperas das eleições deste ano, ao menos dois nomes parecem pouco preocupados com quem será eleito, seja da esquerda ou da direita. Atuando nos bastidores, controlam parte significativa das decisões políticas e dos volumosos recursos dos fundos partidários: Gilberto Kassab, presidente do PSD, e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Ambos devem eleger um grande número de deputados e senadores, fortalecendo financeiramente suas legendas e influenciando as principais decisões do país. Isso evidencia uma fragilidade histórica: o Brasil não possui partidos políticos fortes, mas sim legendas voltadas a interesses momentâneos.




DIFICULDADES NO LEGISLATIVO


A primeira impressão da reunião da Câmara Municipal de Oliveira, após o recesso legislativo, é que o prefeito Dr. Erik terá dificuldades para manter sua base de sustentação. Chamou a atenção o discurso do vereador Gilmarzinho, que defendeu uma reforma administrativa, chegando inclusive a citar nomes que deveriam ser substituídos no primeiro escalão. Em outro momento, o vereador Cleyton anunciou sua saída da base governista, adotando uma postura independente. Ficam algumas perguntas: o que motivou essas mudanças? Falta de articulação política? Desgaste do Executivo após o primeiro ano de governo? O distanciamento do vice-prefeito, responsável pela articulação com o Legislativo? O fato é que, sem uma base sólida, o governo municipal corre o risco de se tornar um “pato manco”, com perda de força política, dificuldades na aprovação de projetos e comprometimento da governabilidade.