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Oliveira, Minas Gerais, Brazil
Economista, formado na Universidade Federal de São João Del-Rei - UFSJ

SINAL AMARELO

 06/04/2026

A criação de novos cargos e os reajustes promovidos pela Prefeitura acenderam o sinal de alerta na Administração Municipal, uma vez que o índice de gastos com pessoal ultrapassou o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal, fixado em 48,6%, alcançando 49,98%. Diante disso, o Executivo regulamentou a extensão da carga horária dos servidores e a realização de horas extras, que passarão a ocorrer apenas em caráter excepcional, sem a incidência de adicionais ou gratificações. Também ficou vedado o recebimento cumulativo de horas extras e gratificações de função enquanto perdurar a extensão de jornada.

Com o percentual já próximo do limite máximo permitido, de 54% da Receita Corrente Líquida, surge a dúvida: o Executivo conseguirá implantar ainda neste ano o novo plano de cargos e salários, atualmente em elaboração? Para isso, será necessário ampliar a arrecadação, o que depende, entre outros fatores, do pagamento do IPTU e da manutenção dos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, que podem ser impactados pela redução do ICMS, adotada para conter os preços dos combustíveis.

 


 

CPMI DO INSS


A CPMI do INSS chegou ao fim no final de março e, após intensas discussões, não conseguiu aprovar seu relatório final. A base governista alegou que o texto tinha viés eleitoral e não apresentava nomes de investigados, elaborando um relatório paralelo que sequer foi votado. Já a oposição atribuiu à base a responsabilidade pela rejeição.
Na prática, a comissão acabou sendo mais uma face da mesma moeda, marcada por discursos e espetáculos, sem resultados concretos. O desfecho foi o de sempre: uma “grande pizza”, cuja conta recai sobre toda a sociedade, reforçando a sensação de que a verdade e a impunidade, mais uma vez, prevaleceram.

 


 

TROCAS PARTIDÁRIAS


Encerrou-se no último dia 4 o prazo de filiação partidária para aqueles que desejam disputar as eleições deste ano. O que se viu em todo o país foi uma corrida em busca de melhores condições eleitorais, deixando a ideologia em segundo plano.
Com isso, quem perde é o eleitor. As legendas deixam de priorizar projetos de desenvolvimento para o país e passam a agir conforme interesses imediatos, muitas vezes financeiros, visando ampliar bancadas no Congresso, aumentar o acesso ao fundo eleitoral, que se aproxima de R$ 5 bilhões, e negociar apoios, independentemente de quem esteja no poder.

Este é um dos grandes desafios da democracia brasileira: construir partidos fortes, com identidade programática e compromisso real com o futuro do país, e não apenas com a manutenção do poder.

 


ILUMINAÇÃO PÚBLICA


Têm aumentado as reclamações sobre a iluminação pública no município, especialmente quanto à demora na substituição de lâmpadas queimadas. Esse era um problema recorrente até a gestão passada, quando houve a substituição por lâmpadas de LED.
Agora, com o fim da vida útil de parte desses equipamentos, o problema volta a surgir. Há relatos de moradores que aguardam mais de 20 dias pela manutenção. É fundamental que a administração municipal esteja atenta, pois a demanda por reparos tende a crescer. Esperar quase um mês por manutenção não é aceitável, sobretudo porque iluminação pública está diretamente ligada à segurança da população.

 


 

MORADIA


A Campanha da Fraternidade deste ano chama a atenção para a questão da moradia. Atualmente, o déficit habitacional no país atinge cerca de 8% da população, enquanto aproximadamente 20% dos brasileiros vivem em condições consideradas precárias.
Mesmo com políticas públicas voltadas ao setor, os números ainda são elevados. A falta de moradia digna é porta de entrada para evitar uma série de outros problemas, como saúde, bem-estar e segurança alimentar.

Engana-se quem pensa que essa é uma realidade exclusiva de países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, maior potência econômica do mundo, cerca de 10% da população também vive em condições precárias. A diferença, no entanto, está no cumprimento das legislações urbanísticas, que reduzem a presença de moradias em áreas de risco.
Fica a reflexão: em pleno 2026, ainda convivemos com um elevado número de pessoas sem acesso a uma moradia digna, enquanto bilhões são gastos em guerras. Isso evidencia que, mais do que recursos, falta prioridade política. Que a Campanha da Fraternidade seja um ponto de partida para reflexão e ação diante desse grave problema.

 


 

SEMANA SANTA


As celebrações da Semana Santa em nossa cidade são uma tradição que atravessa gerações, preservando sua essência e encantando fiéis e visitantes, em um marcante momento de fé e devoção.

No entanto, um problema recorrente tem prejudicado as procissões: veículos estacionados nas vias por onde passam os cortejos. Mesmo com os apelos dos órgãos responsáveis, solicitando a colaboração dos motoristas, a situação persiste em diversos pontos.
Diante disso, é necessário que o poder público adote medidas mais efetivas, como a regulamentação por decreto proibindo o estacionamento nesses locais durante as celebrações, conferindo à Olitrans maior autonomia para agir e evitar transtornos.