12/05/2026
Foi assinado o convênio entre o
Governo de Minas e a Prefeitura de Oliveira para a reforma da Escola Municipal
Walfrido Silvino dos Mares Guia, por meio do Programa de Fortalecimento das
Escolas Municipais. O acordo prevê o repasse de R$ 400 mil, com contrapartida
da Prefeitura no valor de R$ 73 mil, e prazo de execução das obras de até 24
meses.
A escola, inaugurada no fim da
década de 1990, atualmente oferece ensino fundamental do 6º ao 9º ano e atende
mais de 200 alunos. O investimento representa um importante avanço para a
melhoria da estrutura educacional do município e para a valorização da educação
pública.
CONGRESSO E LEGISLAÇÃO PENAL
As constantes mudanças na
legislação penal promovidas pelo Congresso Nacional acabam transmitindo uma
imagem negativa para a sociedade. Em um país onde já existem inúmeras brechas
legais e mecanismos que favorecem a redução de penas, cresce a percepção de que
a lei não possui o mesmo peso para todos.
Em 2025, foi aprovada a alteração
da Lei da Ficha Limpa, reduzindo o período de inelegibilidade. No ano anterior,
por pouco não avançou a chamada “PEC da Blindagem”, que previa a necessidade de
autorização do Congresso para investigar parlamentares e dirigentes
partidários. Agora, a chamada Lei da Dosimetria também é alvo de críticas por
abrir novas possibilidades de flexibilização das punições.
Enquanto grande parte da
população defende leis mais rígidas e maior combate à impunidade, muitos
projetos debatidos em Brasília seguem na direção oposta, aumentando o
distanciamento entre o sentimento popular e as decisões políticas.
ELEIÇÕES EM MINAS
Faltando menos de cinco meses
para as eleições, o cenário político em Minas Gerais ainda permanece indefinido
quanto aos principais candidatos ao Governo do Estado. Liderando pesquisas de
intenção de voto, o senador Cleitinho ainda não confirmou oficialmente sua
candidatura. O mesmo acontece com o senador Rodrigo Pacheco, que prefere adiar
uma definição para mais próximo das convenções partidárias.
O PL, partido do ex-presidente
Jair Bolsonaro, também segue indefinido sobre qual caminho adotará: apoiar
Cleitinho, lançar candidatura própria ou compor com o atual governador Mateus
Simões. Já o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, e o ex-vereador
Gabriel Azevedo confirmaram suas pré-candidaturas e buscam viabilizar alianças
políticas.
Governar Minas Gerais,
entretanto, não é uma tarefa simples. Com uma dívida pública superior a R$ 200
bilhões, o cargo de governador se tornou um grande desafio administrativo e
político, capaz de gerar desgaste significativo na trajetória de qualquer
liderança. Um exemplo citado por analistas é o governador Romeu Zema, que,
mesmo após sete anos à frente do Estado, ainda enfrenta dificuldades para
consolidar seu projeto nacional.
Pesquisa recente divulgada pelo
Meio/Ideia revelou que cerca de 30% dos brasileiros já realizaram apostas em
plataformas conhecidas como “bets”. O levantamento também aponta que 59% dos
entrevistados acreditam que essas apostas contribuem para o endividamento das
famílias brasileiras, enquanto 44% defendem algum tipo de restrição aos jogos.
As apostas esportivas se
transformaram em um problema social e econômico cada vez mais evidente. Além de
contribuírem para o aumento das dívidas familiares, também têm provocado
dependência em parte da população e impactado diretamente políticas públicas de
transferência de renda, já que muitos beneficiários acabam utilizando recursos
essenciais em jogos de azar.
Outro impacto preocupante está na
economia. Recursos que antes eram destinados ao consumo, movimentando o
comércio e a indústria, agora acabam direcionados às plataformas de apostas,
reduzindo a circulação de dinheiro na economia real. Diante desse cenário,
cresce a pressão para que o poder público adote medidas de regulamentação e
controle mais rigorosas.
CREDIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES
A recente polêmica envolvendo a
suspensão de alguns produtos de limpeza da marca Ypê pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (ANVISA) revelou um problema ainda maior: a transformação
de questões técnicas em disputas políticas e narrativas ideológicas.
Quando a desinformação passa a
dominar o debate público, cria-se um ambiente de descrédito generalizado das
instituições. E quando ninguém mais é considerado confiável, instala-se a
sensação de que também não existem responsáveis. O resultado é o aumento da
instabilidade, da insegurança e da perda de confiança da população.
Esse cenário fragiliza não apenas
reputações, mas também o próprio funcionamento do Estado. Instituições
desacreditadas abrem espaço para o crescimento da impunidade e dificultam o combate
à corrupção, comprometendo a credibilidade necessária para o fortalecimento da
democracia.
TEATRO MUNICIPAL
A ausência de um centro de
convenções ou de um espaço público adequado para apresentações culturais é um
dos principais obstáculos para o fortalecimento da cultura em nossa cidade. A
construção do Teatro Municipal sempre foi uma das bandeiras defendidas pelo
então deputado federal e senador Eliseu Resende, que, durante seus mandatos,
trabalhou para garantir recursos e incluir a obra no orçamento da União.
Após seu falecimento, o projeto
acabou perdendo ritmo e as obras praticamente ficaram paralisadas. Agora, surge
uma nova expectativa de retomada. A Prefeitura contratou recentemente a
elaboração de um projeto arquitetônico de requalificação estética, adaptações
funcionais e produção de relatórios técnicos especializados para adequação e
valorização da estrutura.
Que este seja o recomeço de um
projeto tão importante para Oliveira e que, em um futuro próximo, a cidade
possa finalmente contar com um espaço cultural à altura de sua história e de
sua população.