04/11/2026
Estamos de volta ao nosso Blog, após o processo eleitoral. Primeiramente, queremos agradecer a todos que nos acompanharam durante as eleições. Apesar das dificuldades enfrentadas, foi uma experiência muito importante, que nos trouxe aprendizado e fortaleceu ainda mais nossa disposição de participar da vida pública e do processo democrático.
FUNDO ELEITORAL
Passados 30 dias do primeiro
turno das eleições, os candidatos têm a obrigação de apresentar a prestação de
contas referente à campanha eleitoral. Nesse sentido, vamos apresentar como foi
a distribuição dos recursos do fundo eleitoral entre alguns candidatos que
receberam votos em Oliveira.
Na disputa para deputado
estadual, Lucas Lasmar recebeu R$ 1 milhão em recursos, Duda da Enfermagem
recebeu R$ 60 mil, Antônio Carlos Arantes R$ 495 mil e Bruno Engler R$ 595 mil.
Já na disputa para deputado
federal, Sávio Souza Cruz recebeu R$ 1 milhão, Paulo Abi-Ackel R$ 2,7 milhões,
Ana Elisa R$ 670 mil, Lohanna R$ 2 milhões, Zé Silva R$ 2,9 milhões, Dimas
Fabiano R$ 3,2 milhões, Jaqueline Brasil R$ 160 mil, Sirley Clécio R$ 40 mil e
Sthefanie Carvalho R$ 120 mil.
É importante destacar que os
valores apresentados se referem exclusivamente aos recursos públicos indicados
na prestação de contas como provenientes do fundo eleitoral. Os dados são
públicos e podem ser consultados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
por meio do sistema DivulgaCandContas: https://divulgacandcontas.tse.jus.br. Na plataforma, também estão
disponíveis as demais movimentações financeiras das campanhas, incluindo
receitas e despesas, dos candidatos que disputaram as eleições.
REFORMA POLÍTICA
Que o Brasil precisa de uma
reforma política é algo que fica cada vez mais evidente. A própria distribuição
dos recursos públicos destinados às campanhas eleitorais demonstra isso. Na
prática, os candidatos que já ocupam mandatos costumam receber as maiores
quantias, criando uma desigualdade de condições e dificultando a renovação
política.
No entanto, a proposta de
implantação do voto distrital misto, apresentada de forma apressada e sem uma
discussão ampla com a sociedade, parece muito mais uma tentativa de favorecer
quem já está no exercício do mandato do que uma solução para os problemas do
nosso sistema eleitoral.
É necessária, sim, uma reforma
política, mas que seja ampla e responsável. Precisamos discutir desde o
financiamento das campanhas até o próprio modelo eleitoral, garantindo mais
equilíbrio entre os candidatos e melhores condições para a participação
democrática. Do contrário, corremos o risco de assistir a mais uma mudança
casuística, feita para atender aos interesses dos caciques partidários e
daqueles que já concentram o poder político.
SÁVIO OU JANONES?
O deputado federal André Janones,
que teve participação importante na campanha pela reeleição do presidente Lula,
sai fortalecido do processo eleitoral, inclusive com possibilidades de ocupar
um ministério no novo governo. Caso isso aconteça, quem poderá assumir sua vaga
na Câmara dos Deputados é o primeiro suplente da Rede, Sávio Souza Cruz, que
tem ligação direta com o grupo político do deputado Lucas Lasmar e da
ex-prefeita Cristine Lasmar. Sávio, inclusive, foi o candidato a deputado
federal mais votado em Oliveira.
Entretanto, em entrevista ao
programa Fantástico da Rede Globo, Janones afirmou que prefere permanecer como
deputado federal a assumir algum cargo no governo. Uma declaração que pode
mudar os planos de quem aguarda a abertura dessa vaga.
Agora é aguardar os próximos
acontecimentos. Afinal, como diz o conhecido ditado, na política tudo muda como
uma nuvem!
REPRESENTAÇÃO
Os principais candidatos a
deputado federal apoiados pela atual administração municipal, Zé Silva e Mário
Heringer, não conseguiram a reeleição. Esse resultado pode representar uma
dificuldade para o grupo político do Dr. Erik na articulação e na busca por
recursos federais, exigindo a construção de novas parcerias e caminhos em
Brasília.
E esse movimento parece já ter
começado. Nesta semana, o prefeito recebeu em seu gabinete a recém-eleita
deputada federal Ana Elisa, que obteve uma votação expressiva em Oliveira e
poderá contribuir para aproximar o município das articulações em Brasília.
Outro nome que também poderá
auxiliar é o deputado Reginaldo Lopes, reeleito para seu sétimo mandato na
Câmara Federal.
Já na Assembleia Legislativa, o
grupo continua contando com o apoio dos deputados Antônio Carlos Arantes e
Gustavo Valadares, ambos reeleitos. Por outro lado, deixa de contar com o
deputado Professor Wendel, que não conseguiu renovar seu mandato.
Independentemente das questões
partidárias, o mais importante é que Oliveira mantenha bons canais de diálogo
com os representantes políticos, buscando recursos e investimentos que atendam
às necessidades da população.
PEGOU MAL
A decisão de não autorizar o
deputado Lucas Lasmar a utilizar a tribuna da Câmara Municipal não foi bem
recebida por boa parte da população que acompanha as reuniões do Legislativo.
Mesmo que o regimento interno
estabeleça as regras e conceda prerrogativas para esse tipo de decisão, a
impressão que ficou é de que a medida teve mais motivação político-partidária
do que institucional.
Aliás, essa disputa não parece
trazer benefícios para a cidade. Ao colocar em lados opostos o grupo político
do deputado e o grupo da administração municipal, cria-se um ambiente de
confronto que pouco contribui para a solução dos problemas do município.
O diálogo e a convivência
institucional são fundamentais, mesmo quando existem divergências políticas.
Uma relação de respeito e, acima de tudo, de compromisso com os interesses
coletivos seria muito mais produtiva. Afinal, as disputas políticas passam, mas
os interesses da população devem permanecer em primeiro lugar.
SAAE DECRETA EMERGÊNCIA NA ETE
O SAAE decretou estado de
emergência na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em razão dos problemas
relacionados aos maus odores. Desde sua inauguração, as reclamações da
população têm sido frequentes, mas, até o momento, as medidas adotadas não
produziram os resultados esperados.
Com a decretação da emergência,
pelo prazo de até um ano, a autarquia poderá adotar medidas administrativas e
realizar as contratações necessárias para enfrentar o problema, inclusive por
contratação direta, quando presentes os requisitos e os limites previstos na
legislação.
De acordo com o decreto, deverão
ser adotadas medidas urgentes e também preventivas, buscando amenizar os
transtornos causados à população.
Esperamos que, desta vez, as
providências sejam efetivas e que o problema seja definitivamente solucionado.
A população não pode continuar convivendo com essa situação, que compromete a
qualidade de vida e o bem-estar dos moradores. Mais do que decretar uma
situação de emergência, é preciso apresentar resultados concretos.